Objetivos do Módulo Conteúdos
  • Descrever as atividades que são realizadas na execução, no controle e no encerramento de projetos e programas.
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  1. Execução
  2. Controle
  • Controle do Cronograma
  • Relatório de Acompanhamento
  • Controle de Mudanças

3. Encerramento

   
As ideias e estratégias são importantes, mas o verdadeiro desafio é a sua execução.

Percy Barnevick

A execução do projeto ou do programa se concretiza com a realização das atividades planejadas no cronograma do projeto. Na prática, não é necessário que todo o planejamento esteja concluído para iniciarmos a execução. É possível usar o conceito empregado pelo imperador francês Napoleão Bonaparte: É preciso dividir para conquistar!

Ou seja, pode-se dividir o projeto em fases, planejá-las e, assim, iniciar a execução. As partes interessadas estão ansiosas por entregas e resultados. Por isso, quando possível, é interessante uma abordagem baseada em fases, com entregas parciais.

O guia de gerenciamento de projetos, PMBOK, ressalta que as atividades do ciclo de vida de gerenciamento de um projeto se sobrepõem. Observe no gráfico que, na linha do tempo do projeto (eixo horizontal do gráfico), nos primeiros dias, dedicam-se mais esforços a processos relacionados à iniciação. Entretanto, na metade da duração do projeto, observe que o esforço é bem mais acentuado na execução.

No ciclo de vida de um projeto, a execução é a etapa que demanda mais tempo e dedicação da equipe. Ela será concluída após todas as atividades planejadas para o projeto terem sido entregues. Durante a execução é que as ações começam de fato a fluir. Aquilo que no início era incerto, intangível, arriscado, abstrato e sem definições muito claras, passa a tomar forma. A matéria-prima se transforma!

Os produtos são elaborados e, pouco a pouco, as partes interessadas avaliam, validam e fazem uso das entregas. Quando os produtos e serviços atingem o nível de qualidade esperado, aproxima-se o encerramento do projeto, tópico que ainda estudaremos neste módulo.

Especificamente relacionado ao prazo, uma atividade importante diz respeito ao controle do cronograma. Essa atividade consiste em manter o cronograma atualizado à medida que as atividades são finalizadas. No TJDFT, essa tarefa é de responsabilidade do Gerente do Projeto e do Escritório de Projetos Estratégicos. Para isso, os gerentes, gestores e integrantes da equipe, responsáveis pelo acompanhamento do projeto, devem repassar as informações para que possa ser realizada a atualização do cronograma.

Uma dúvida muito comum dos gerentes é sobre o método de cálculo que se deve utilizar para calcular o percentual realizado de uma tarefa. Alguns autores da área de gestão de projetos sugerem o seguinte padrão:

  • 0% – se a tarefa não foi iniciada.
  • 25% – se a tarefa foi iniciada, mas não possui resultados concretos.
  • 50% – se a tarefa já está em implementação, e possui resultados tangíveis.
  • 75% – se a tarefa está em teste ou em revisão final.
  • 100% – se a tarefa foi finalizada.

É sempre bom evitar tarefas com longa duração

Conforme explicado no módulo de planejamento, um pacote de trabalho deve respeitar a regra 8 – 80. Essa regra surgiu na iniciativa privada, na qual normalmente o regime de trabalho é de 8 horas por dia. A regra diz que um pacote de trabalho deve ser realizado entre 8 e 80 horas, ou seja, 1 a 10 dias.

O cálculo de percentual de conclusão do projeto considerará a duração e não simplesmente a quantidade de tarefas, ou seja, tarefas com longa duração terão maior peso no cálculo do percentual de conclusão do projeto do que tarefas de curta duração.

Atenção!

Por isso, cuidado! Se o cronograma possuir um erro de dimensionamento do tamanho das durações das tarefas, fato que normalmente ocorre com tarefas muito longas, pode-se ter uma visão distorcida do percentual de conclusão do projeto. Desse modo, evite as tarefas de longa duração, superiores a 10 dias. Quando surgirem as tarefas longas, quebre-as em tarefas menores!

A metodologia de gestão de projetos do TJDFT prevê que o controle do trabalho executado será reportado no Relatório de Execução do Portfólio. Esse relatório é elaborado pelo SERGEP. Ele descreve o trabalho realizado durante o período e o percentual de execução de cada projeto.

O Relatório de Execução do Portfólio é um instrumento que dá visibilidade e transparência sobre o andamento do projeto às partes interessadas. Ele também é um insumo importante para Reunião de Acompanhamento da Estratégia – RAE. Essa Reunião tem como objetivo tratar dos indicadores, metas e iniciativas; de emitir orientações e recomendações às diversas unidades do Tribunal, para garantia do pleno cumprimento do Plano Estratégico do TJDFT.

Você Sabia?

O TJDFT divulga periodicamente os relatórios de execução do Portfólio estratégico e as atas das reuniões de análise estratégica na internet. Consulte-os em:

Atas – https://www.tjdft.jus.br/institucional/governanca-e-gestao-estrategica/gestao-estrategica/planejamento-estrategico/rae

Relatórios – https://www.tjdft.jus.br/institucional/governanca-e-gestao-estrategica/gestao-estrategica/portfolio-pe

Outro aspecto importante do monitoramento é a avaliação das mudanças. As variações de execução são frequentes e, dessa forma, muitas vezes há necessidade de replanejar as atividades do projeto para firmar novos acordos. Quando as mudanças são aprovadas, deve-se tirar uma nova “fotografia” do projeto, ou seja, gerar uma nova linha de base.

Entretanto, é importante ter cuidado com a geração de novas linhas de base. Quando uma nova linha de base é salva, o gerente se sente “confortável”, pois está com os novos prazos firmados. Assim, se o projeto estava em atraso, passa a estar no prazo. Com muitas reprogramações, o projeto poderá cair em descrédito pelo patrocinador e pelas partes interessadas, correndo o risco inclusive de ser encerrado antes da realização dos objetivos propostos.

Qualquer mudança, seja de prazo, escopo ou orçamento, tem de ser aprovada pelo patrocinador do projeto e também pelas unidades de interface impactadas com a mudança. No TJDFT, para efetivar as mudanças, é necessário realizar a solicitação formal de mudanças por meio do SEI. Essa solicitação, a depender do impacto no planejamento e no escopo do projeto, deverá ser encaminhada pela SEPG ao Comitê de Governança e Gestão Estratégica e, havendo deliberação favorável, ao Presidente do TJDFT para que seja autorizada.

Cuidado! Não são todas as mudanças que podem ser aprovadas! Veja uma situação-exemplo:

  • Geraldo se inscreveu em uma corrida de rua prevista para o dia 10 de outubro.
  • Antes da corrida, ele tem de realizar três treinos:Treino 1, no dia 7 de outubroTreino 2, no dia 8 de outubroTreino 3, no dia 9 de outubro
  • Suponhamos que Geraldo não realize o primeiro e segundo treinos.
    • No dia 9 de outubro, Geraldo deseja fazer uma solicitação de mudanças para reprogramar seu projeto.
    • Nesse caso, se Geraldo tentar fazer uma reprogramação pensando na realização dos seus 3 treinos, a data da corrida teria que mudar para dia 12, uma vez que ele faltou aos treinos 1 e 2. Porém, a data da corrida já está estabelecida por uma equipe de organização e ela não vai mudar porque o Geraldo deixou de executar seus treinos. Então, nesse caso, não há como aprovar a mudança.

Dicas Importantes

1) Evite mudanças desnecessárias: É bom lembrar que todo projeto tem um fim. Muitas vezes, há um interesse na ampliação do escopo e o projeto nunca acaba. É preciso ter um ponto de corte.

2) Formalize as mudanças relevantes: Deve-se elaborar um formulário de solicitação de mudanças apenas para alterações relevantes para o projeto. Por exemplo, se o prazo previsto aumentou em 10 dias e isso não trará um impacto para a organização, ou se o aumento do escopo são novas telas de sistema de baixa complexidade, não é o caso de elaborar tal documento. A avaliação da necessidade de formalizar as mudanças é feita com o apoio do SERGEP.

3) Justifique as mudanças: Toda mudança deve ter justificativas claras. Essas razões têm de estar descritas na solicitação de mudanças encaminhada por meio do SEI para o SERGEP. Isso para facilitar a aprovação pelos responsáveis pelo projeto, pelo CGGE e pelo Presidente do TJDFT, quando for o caso.

Há outras atividades muito importantes relacionadas ao monitoramento e controle, resumidas na tabela a seguir:

ATIVIDADE OBJETIVO COMO REALIZAR?
Verificação do Escopo Assegura que o produto foi entregue conforme acordado Realização de testes de uso do produto
Controle da Qualidade Averigua a conformidade do produto do projeto aos padrões Teste para aferir se o produto atende a padrões
estabelecidos em normas, como, por exemplo, a norma ISO
Controle de Riscos Verifica se as condições de riscos definidas no plano de riscos persistem Realização de reuniões de acompanhamento de riscos
Controle de Contratos Garante que o desempenho do fornecedor atende aos requisitos contratuais e que o comprador atua de acordo com os termos do contrato Obtenção dos fornecedores relatórios de desempenho e termos de aceite das entregas

Hora de praticar!

Como é feito o  monitoramento e controle no projeto de corrida? Quais são as principais atividades dessa etapa? Podemos identificar algumas:

Minutos depois, após Estevão repassar as informações ao Sr. Paulo:

Observe que todas as partes interessadas participam do monitoramento e controle:

a) A nutricionista, médico e o nosso corredor, Geraldo, realizam as mensurações dos indicadores.
b) O personal trainer, que atua como um escritório de projetos, analisa os indicadores.
c) O gestor do projeto recebe informações sobre o andamento do projeto e dá seu feedback.

 3. ENCERRAMENTO

No começo de um projeto podemos fazer tudo,
mas não sabemos nada.
No final do projeto sabemos tudo,
mas não podemos fazer nada.
Peter Drucker

O encerramento poderá ocorrer em três situações:

  • Situação 1: Sem redução de escopo – quando se constata a entrega de todos os produtos e serviços previstos bem como a realização dos objetivos propostos. Esse é o chamado caminho feliz de todo projeto.
  • Situação 2: Com redução de escopo – alguns produtos e serviços previstos foram implementados. Entretanto, o projeto não entregou todos os resultados previstos.
  • Situação 3: Cancelamento – ocorre quando as entregas planejadas não foram concluídas ou não há mais interesse em sua continuidade pela Administração. É diferente de uma suspensão de um projeto, pois, na suspensão, o projeto deixa de ser executado por um período, mas, quando determinado, sua implementação é reativada.

Havendo contratação de produtos e serviços, o gerente deverá receber o aceite formal do cliente com relação aos produtos ou serviços entregues e verificar se todas as atividades necessárias para o encerramento dos contratos tenham ocorrido.

Uma das principais atividades do encerramento está relacionada à obtenção e distribuição de informações para oficializar o término do projeto, após verificar se os seus objetivos foram atingidos e se todos os interessados tiveram suas expectativas atendidas. Também há a função de documentar os resultados do projeto. Faz parte das responsabilidades do gerente e da equipe finalizar e atualizar a documentação do projeto, bem como as suas lições aprendidas, para que estas possam ser aproveitadas em outras oportunidades.

Assim, o gerente e a equipe devem elaborar um termo de encerramento registrando as entregas efetuadas. O gerente ainda pode solicitar à ACS a cobertura de um evento ou reunião de encerramento. Notícias, entrevistas e reportagens poderão ser geradas para divulgação aos servidores do TJDFT e ao público externo, caso seja oportuno. Nesse evento de encerramento, devem ser destacados não só os produtos e serviços entregues e benefícios alcançados, como também os desafios e lições aprendidas.
Por meio delas, é possível evitar e prevenir erros vivenciados no passado e aprimorar a gestão do conhecimento. É sempre bom lembrar que se deve registrar não só as más experiências dos projetos, mas também as exitosas.

Confira agora um vídeo sobre As vantagens da documentação das lições aprendidas de projetos.

O vídeo indica três pontos:

a) As reuniões sobre lições aprendidas devem ser sempre feitas no final do projeto ou fase.

b) Toda a equipe do projeto deve participar das reuniões de lições aprendidas. Essas reuniões devem ter sempre um facilitador.

c) É preciso que seja feita uma reflexão e discussão dos principais desafios vivenciados.

Hora de praticar!

E agora, pessoal, como encerrou o nosso projeto de corrida?