
Unidade II
Chegou a hora de você compreender como ocorre a gestão de pessoas com foco na diversidade. Você também vai acompanhar quais são as ações já implementadas pelo TJDFT sobre o tema, e os desafios e resultados positivos da gestão da diversidade de gênero, raça, pessoas com deficiência e LGBTQI+.
GESTÃO DE PESSOAS E DESAFIOS DA GESTÃO DA DIVERSIDADE

Agora que você já sabe o que é diversidade e por que esse é um tema tão precioso às organizações, chegou a hora de compreender quais são os desafios de gerir a diversidade em seus variados aspectos e como vencê-los utilizando a competência gerencial da gestão de pessoas.
Nesta unidade, trabalharemos os desafios da gestão da diversidade em quatro pilares: diversidade das pessoas com deficiência, diversidade das pessoas LGBTI’s, diversidade das pessoas negras e diversidade de gênero.
GERIR PESSOAS É…
associar habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas com o objetivo de administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano nas organizações (Idalberto Chiavenato).
Desta forma, a atenção à diversidade nas equipes entra como grande aliada do gestor no desenvolvimento de sua liderança,
Veja com mais detalhes no vídeo como isso funciona.
Com mais clareza sobre o papel da gestão de pessoas, vamos entender agora os desafios de gerir a diversidade das pessoas da organização e suas diferenças.
Mas, antes, é preciso compreender que aceitar a diversidade não é um ato de caridade ou bondade àqueles e àquelas que não se veem representadas nas organizações. Trata-se de uma atitude que beneficia a todas e todos, pois incluir e conviver com a diferença é condição indispensável para se construir uma sociedade mais justa, harmoniosa e preparada para o futuro.
Suponha que pessoas lidas como “diferentes” entrem em contato com um grupo de pessoas desprovidas de preconceito. Haverá grandes chances de que todas tenham experiências enriquecedoras, pois seus códigos socioculturais se ampliam e seus universos alcançam uma nova dimensão.
Ter isso em mente é transformar o ambiente de trabalho em um local cada vez mais inclusivo, diverso e com chances iguais de oportunidades de crescimento para todos.
E lembre-se:
Diversidade não é tema.
Diversidade é cultura e deve fazer parte
da cultura das organizações!
ENTENDA VISUALMENTE O CONCEITO DE INCLUSÃO

*Fonte: Guia White Martins/Siemens
DIVERSIDADE – RESOLUÇÕES DO CNJ E AÇÕES DO TJDFT
Desde 2009, com a criação do Núcleo de Inclusão (NIC), o TJDFT vem atendendo determinações e dispostos em resoluções do Conselho Nacional de Justiça no que se refere à gestão da inclusão e da diversidade no âmbito do Poder Judiciário.
A Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (SEPG) trabalha na construção de uma política de respeito à diversidade baseada em governança, ética e integridade a partir de dois pilares: o Programa de Inclusão das Pessoas com Deficiência, coordenado pelo NIC, e o Programa Pró-Equidade e Diversidade instituído pela Portaria Conjunta 90, de 20/08/2020.
Este programa tem por objetivos promover a equidade e a igualdade de oportunidades considerando as identidades de raça, etnia, cor, sexo, identidade e expressão de gênero, religião, deficiência, estado civil, idade, situação familiar, opinião política, ascendência nacional, origem social ou qualquer outra condição, no âmbito do TJDFT e no relacionamento com as partes interessadas.
Além disso, está em formação a Comissão de Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação, bem como o Comitê de Governança e Gestão da Ética e da Integridade
Neste vídeo, Lídia Maria Borges de Moura, Secretária de Planejamento e Gestão Estratégica do TJDFT, explica todas as ações já desenvolvidas para instituir a gestão da diversidade na casa.
GESTÃO DA DIVERSIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Neste tópico, vamos analisar quais são os desafios atuais da gestão da diversidade das pessoas com deficiência.
Para um melhor aprendizado, vamos primeiro conhecer a definição do que seria considerada uma pessoa com deficiência, segundo a Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU sobre os direitos dessas pessoas e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015:
GESTÃO DA DIVERSIDADE DAS PESSOAS LGBTI+
Neste tópico, vamos refletir sobre os desafios atuais da gestão da diversidade das pessoas LGBTI+.
As transformações culturais e comportamentais que se apresentam na sociedade, chegaram também no mundo das organizações, graças aos direitos das chamadas minorias conquistados por lei e na justiça.
Essas mudanças pedem um olhar crítico e potente dos gestores, a fim de estimular a aplicação da justiça social e o exercício da igualdade entre seus colaboradores e na organização como um todo.

GESTÃO DA DIVERSIDADE DAS PESSOAS NEGRAS
Nesta seção, vamos refletir sobre os desafios atuais da gestão da diversidade das pessoas negras.
De acordo com o IBGE, pessoas negras, que constituem pretos e pardos, perfazem um total de 54,9% da sociedade brasileira, mas esse número não se reflete ainda nas organizações.
Fatos históricos ligados à colonização e escravidão no Brasil impactam e trazem consequências de segregação da população negra nos espaços de trabalho até os dias de hoje.
A história também nos ensina que o Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão em 1888 e, quando o fez, as pessoas escravizadas, quando colocadas em liberdade, não foram devidamente inseridas no mercado de trabalho. Elas ganharam o status de pessoas livres, mas foram proibidas do direito à educação e à formação para o trabalho, sendo deixadas à margem da sociedade. A mão de obra negra, que por 300 anos foi responsável pela construção de um país, ao findar o sistema de escravidão, foi imediatamente substituída por migrantes vindos da Europa, sobretudo da Itália e do Japão.
GESTÃO DA DIVERSIDADE DAS MULHERES OU DIVERSIDADE DE GÊNERO
O Guia da Diversidade da Siemens aponta que “nos estudos biológicos, o gênero é aquilo que identifica e diferencia os homens e as mulheres, ou seja, o gênero masculino e feminino. Do ponto de vista das ciências sociais e da psicologia, seu significado pode ser atribuído às diferenças de comportamento, papéis e funções de homens e mulheres. Já o conceito de sexo está relacionado às diferentes características biológicas e naturais entre nascidos machos e fêmeas. Por ser um papel social, o gênero pode ser construído e desconstruído, ou seja, pode ser entendido como algo mutável e não limitado, como define as ciências biológicas”.
Essa premissa nos permite compreender por que das mulheres ainda é esperado comportamentos culturais que podem confiná-las a determinados papéis como a de cuidadora dos filhos, da casa e da família, contribuindo para que elas enfrentem barreiras no ambiente de trabalho e, consequentemente, em seu desenvolvimento profissional.

PARA SABER MAIS
Conheça as resoluções do CNJ e as portarias do TJDFT que dão suporte às ações de diversidade em nosso tribunal!
CNJ
Resolução n. 203/2015 – Cotas para negros em concursos no Poder Judiciário
Resolução n. 230/2016 – Acessibilidade aplicada ao Direito das Pessoas com Deficiência
Resolução 240/2016 – dispõe sobre a política nacional de gestão de pessoas no Poder Judiciário
Resolução 255/2018 – Institui a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário
Resolução 351/2020 – Institui a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação
Resolução n. 325/2020 – Macrodesafios do Poder Judiciário
Resolução n. 366/2021 – Tratamento das pessoas LGBTQI+ no âmbito do Poder Judiciário.
TJDFT
Portaria GPR 811/2009 – Criação do Núcleo de Inclusão (NIC)
Portaria Conjunta 63/2015 – Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência
Portaria Conjunta 18/2018 – Criação da Comissão Multidisciplinar de Inclusão
Portaria Conjunta 86/2019 – Instituição do Comitê de Governança e Gestão de Pessoas
Resolução 1/2019 – Institui Política de Governança de Pessoas
Portaria Conjunta 90/2020 – Institui o Programa Pró-Equidade e Diversidade
Muito bem!
Você chegou ao final da Unidade II.
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