
UNIDADE V
AVALIE OS RISCOS
Nesta unidade você irá aprender a identificar e avaliar os fatores de risco que impactam a eficiência das decisões estratégicas organizacionais. Vai aprender, também, como traçar algumas estratégias para minimizar os riscos em suas decisões.
VOCÊ SABE O QUE É RISCO?

Risco é tudo aquilo que pode afetar o alcance dos objetivos de uma determinada missão ou planejamento.
O risco pode ser positivo ou negativo.
O risco é positivo quando produz oportunidades de melhoria que viabilize o cumprimento dos objetivos.
O risco é negativo quando o evento que represente ameaça para a realização dos objetivos.
É importante observar que, ao descrever o risco, deve-se especificar separadamente o evento de risco, suas causas e consequências. Dessa forma, facilitará o diagnóstico e a designação de controles distintos de prevenção às causas e de combate às consequências.

Veja um exemplo de risco:
Observe que o EVENTO representa a materialização do risco.
Toda vez que um risco for analisado, deve-se considerar o evento, juntamente com suas causas e consequências. Já os controles devem ser aplicados como prevenção às causas e/ou combate às consequências.

A gestão de riscos é um processo contínuo, aplicado ao âmbito de toda a casa. Ela consiste no gerenciamento de um conjunto de ações destinadas a identificar, analisar, avaliar, priorizar, tratar, monitorar e comunicar eventos em potencial, capazes de afetar o cumprimento dos objetivos institucionais.

O processo de gestão de riscos tem a finalidade de ser prático, sustentável e de fácil compreensão, para que possa ser aplicado em todos os níveis organizacionais.
No TJDFT, o processo de gestão de riscos deve ser realizado por completo pelo menos uma vez por ano. Fica a cargo do gestor, no entanto, o estabelecimento de ciclos menores ou maiores, desde que não ultrapasse o prazo de dois anos.
Nesse processo, frisa-se que as etapas de comunicação e monitoramento devem acontecer durante todo o ciclo do processo, enquanto as etapas de estabelecimento do contexto, identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos ocorrem sequencialmente e durante um período específico de tempo.
GESTÃO DE RISCOS NAS CONTRATAÇÕES
Neste vídeo, a secretária da SEMA, Isabella Brito, explica como o processo de gestão de riscos é implementado na área de contratação do tribunal. Clique e assista.
IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS
Como visto anteriormente no mindset “Rápido e Devagar”, de Daniel Kahneman, há momentos em que uma decisão rápida não é ideal, pois a forma de pensar mais lenta leva à redução de erros, evita riscos, permite prever mudanças no ambiente e antecipar reações de partes interessadas. Dessa forma, racionalizar, sistematizar e instrumentalizar o processo decisório pode ajudar você a decidir de forma mais eficiente.
Daniel Kahneman também alerta para o perigo do excesso de confiança. Segundo ele, no processo de tomada de decisão, a análise de risco é determinante e a confiança em demasia pode fazer com que as pessoas ajam precipitadamente.

Você deve considerar não apenas o estabelecimento de um processo mais racional de tomada de decisões, mas também a adoção de práticas e rotinas que reduzam as interferências nessa racionalidade. Uma organização que queira decidir de forma eficiente, deve lançar mão de processos gerenciais, bem como estabelecer uma cultura organizacional pensada com essa finalidade.
Considerando o ambiente do TJDFT, encontramos alguns riscos que podem reduzir a eficiência de uma decisão estratégica organizacional:
FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS
Para identificação dos riscos, há diversas ferramentas administrativas conhecidas, tais como:
- brainstorming
- questionários
- entrevistas
- checklist
- análise da matriz SWOT
- diagrama bow tie
- diagramas de causa e efeito
- análise de dados históricos
Para saber mais sobre essas ferramentas, clique aqui.

ANÁLISE DE DADOS

Para que o processo de tomada de decisão no TJDFT seja ainda mais efetivo, é interessante adotar a análise de dados para embasar e viabilizar as soluções, de modo a justificar hipóteses e caminhos possíveis para a alta administração do tribunal.
Com o intuito de ilustrar uma decisão baseada em dados no âmbito do TJDFT, apresentamos um estudo estatístico realizado pela Coordenação de Projetos e de Sistemas de 1ª Instância (COSIST), a pedido da Corregedoria. O projeto refere-se à extinção da 5ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal. O estudo, que foi embasado por análise de dados, culminou com a sugestão de quatro ações diferentes. A ação escolhida resultou na criação do 4º Juizado Especial da Fazenda Pública do Distrito Federal.