UNIDADE VI

DECIDA ESTRATEGICAMENTE

Nesta unidade você irá entender como o cérebro dos líderes funciona e, após avaliar suas principais qualidades e gaps, irá aprender a selecionar e por em prática, junto com sua equipe, a melhor alternativa de solução encontrada para o problema em questão.

Bom estudo!

O CÉREBRO DOS LÍDERES

Após identificar e descrever o problema, explorar seu contexto, desenvolver alternativas de solução e analisar os riscos para decidir estrategicamente, é chegado o momento crucial de tomar a decisão. Neste curso, foi mostrado que o processo decisório envolve análises emocionais e racionais baseadas em experiências anteriores e leva em consideração os riscos e suas implicações para o presente e para o futuro. Dentre essas experiências, é de suma importância que você avalie seu comportamento como líder. É preciso conhecer suas principais qualidades e gaps, sem necessidade de se punir por eles. Enquanto você trabalha as competências que precisam ser aprimoradas, sua equipe poderá agir compensando-as por meio de qualidades comportamentais complementares.

Mas quais habilidades um líder deve ter? Nós nascemos líderes ou podemos nos tornar um? Como ser um líder melhor? É possível um líder se adaptar ao ambiente em que se encontra?

O professor e filósofo Mario Sergio Cortella responde essas perguntas com a série de vídeos “A Arte de Liderar”,  em que aborda técnicas e competências que você precisa desenvolver para se tornar um líder, sempre pautadas na sensibilidade que liderar é uma arte.  E o que é A Arte de Liderar? Nas palavras do Prof. Cortella “o líder não nasce pronto, ele se faz”. E liderança não está diretamente relacionada com extensão de tempo, mas, sim, com intensidade de prática. Para entrar em sintonia com o mundo de hoje, veloz e em constante mutação, o filósofo explica que o líder deve abrir a mente, libertando-a de preconceitos e fixações. Em sua visão, o líder não deve manter as coisas como estão nem proteger a trajetória que vem sendo construída. Ao contrário, ele precisa ser proativo e construir o futuro.

COMO DESENVOLVER AS HABILIDADES NECESSÁRIAS PARA SER UM BOM LÍDER?

Do ponto de vista da neurociência, soft e hard skills são habilidades que fazem parte de áreas e conexões cerebrais bastante distintas entre si. Há diferentes formas de liderar e todas elas podem ser especialmente eficientes se forem calibradas para atingir uma boa performance. Veja como clicando na imagem ao lado. 

A LIDERANÇA DE TODO DIA

Drew Dudley é um palestrante profissional aclamado pelo público e um dos autores mais vendidos do The Wall Street Journal. Além disso, é o fundador da Day One Leadership, que explora o que líderes devem fazer no ‘dia um’ para criar valores e culturas de liderança nas suas vidas e organizações.

No TEDxToronto de 2010, Drew conta uma história que aconteceu com ele. E assim, mostra como podemos mudar a vida de alguém sem nem perceber – que foi o que aconteceu com ele! O que nos faz enxergar que a liderança é um ato diário de incentivar e melhorar as vidas das pessoas a sua volta. Assista.

CULTURA ORGANIZACIONAL PARA ENGAJAR E MOTIVAR A EQUIPE

Agora veja nos vídeos abaixo, que alguns de nossos líderes compartilham suas experiências em busca de adaptar a cultura organizacional e promover um ambiente colaborativo e motivador para suas equipes. 

Luiz Fernando Serique
Coordenador da CGTI

Arlete Rodrigues
Secretária da Escola
Judiciária 

Lídia Moura
Secretária do Planejamento e
Gestão Estratégica

Celso de Oliveira
Secretário Geral do TJDFT

ESTILOS DE LIDERANÇA

Conhecer os diferentes estilos de liderança pode ajudar em seu processo de tomada de decisã, pôr em prática estratégias motivacionais, organizar e interagir com sua equipe.

A seguir, apresentamos um breve quadro comparativo de alguns estilos de liderança destacando suas características, vantagens, desvantagens e situações onde são mais efetivos.

Autocrático Democrático Liberal Situacional Coaching
Características Líder autoritário e centralizador.

Pouca participação dos liderados na tomada de decisões.

Estilo de liderança antiquado.

Ênfase no líder.

Líder aberto às ideias, sugestões e participação dos liderados.

Capaz de gerar novas ideias e inovação para o negócio.

Ênfase no líder e no liderado.

Líder entende que a equipe tem nível de maturidade elevado, a ponto de não precisar tanto dele.

Equipe auto gerida.

O líder não é omisso.

Ênfase no liderado.

Líder capaz de identificar a maturidade e motivação dos liderados e adaptar seu comportamento.

Ênfase na maturidade e na situação

Líder desenvolve o potencial de cada liderado.

Líder capaz de identificar competências e habilidades de cada membro do time.

Ênfase na performance.

Vantagens Liderados sujeitos a regras muito bem definidas.

Agilidade nos processos decisórios.

Maior controle dos processos.

Líder preocupado com o bem estar e motivação da equipe.

Boa iteração entre líder e time.

Liderados mais motivados e satisfeitos.

A tomada de decisão tem mais liberdade.

Há grande confiança no trabalho da equipe.

Pouca burocracia e descentralização.

Cada situação é analisada de acordo som seu cenário, o que gera flexibilidade.

Gestor com tempo otimizado, ele e equipe com muita produtividade.

Maturidade desenvolvida por líder e equipe.

Foco na performance dos liderados.

Maior cooperação e compromisso do time.

Feedback constante.

Desenvolvimento contínuo do líder e da equipe.

Desvantagens Liderados não têm abertura para se posicionarem, questionarem ou contribuírem com ideias e sugestões.

Líder sobrecarregado.

Equipe frustrada e desmotivada.

Processo decisório pode ser mais lento.

O time precisa ser maduro e experiente.

Líder tem o risco de perder controle da equipe.

Baixa produtividade.

Sentimento de falta de direcionamento.

Pouco respeito ao líder.

Individualismo.

Determinados processos sem padronização.

Conforme o perfil profissional há dependência do líder para determinadas situações.

Por envolver muitas variáveis o processo de desenvolvimento do time pode ser longo e prolongado.

Equipe precisa estar disposta a se dedicar ao desenvolvimento e mudanças de comportamento.

Resultados de curto prazo podem ser comprometidos para alcançar resultados posteriores.

Líder precisa dedicar mais tempo ao desenvolvimento da equipe.

Quando utilizar Situações que exigem alto nível de controle de processos. Equipes que possuem um nível de maturidade alto. Equipes experientes, com profissionais especialistas e capazes de trabalhar com muita autonomia e responsabilidade. Equipe com diferentes níveis de maturidade e desenvolvimento.

Líderes flexíveis e bem preparados.

Negócios dispostos a investir no capital humano.

Líder disposto a se dedicar ao desenvolvimento do time e ao seu próprio.

Existem muitos estudos sobre os tipos de liderança e seus impactos. Grande parte dessas pesquisas detectaram que os líderes com os melhores resultadosnão são aqueles com um estilo de liderança definido. A chave para a performance está na flexibilidade: é importante contar com líderes capazes de combinar características de todos os estilos.

ESTILO DE LIDERANÇA E O PAPEL DA EQUIPE NA TOMADA DE DECISÃO

Assista agora aos vídeos em que alguns de nossos líderes compartilham seu estilo de liderança e o papel de sua equipe na tomada de decisão. Clique e assista.

Luiz Fernando Serique
Coordenador da CGTI

Arlete Rodrigues
Secretária da Escola
Judiciária 

Lídia Moura
Secretária do Planejamento e
Gestão Estratégica

Celso de Oliveira
Secretário Geral do TJDFT

MATRIZ DE POSICIONAMENTO

Para auxiliar na conclusão do processo decisório apresentamos mais uma ferramenta do Design Thinking: a Matriz de Posicionamento.

Ela permite realizar uma análise estratégica das ideias geradas segundo critérios norteadores (pode-se utilizar os riscos analisados), bem como a possibilidade de validá-las para cada uma das partes interessadas na solução do problema, por meio da criação de personas.

Nas reuniões da equipe, deve-se listar as ideias geradas, agrupando-as por semelhança, caso necessário. Então, aplicam-se os critérios norteadores e/ou personas, criados ao longo do projeto, obtendo uma matriz que é preenchida colaborativamente, considerando se as ideias atendem ou não a cada critério.

PLANO DE GESTÃO DE CONHECIMENTO

Administrar informações geradas por stakeholders, servidores e jurisdicionados proporciona uma grande vantagem no atendimento à sociedade, além de abrir caminho para importantes ações de inovação. Devido a isso, é uma tendência mundial no ambiente corporativo a implementação da gestão do conhecimento. Ela pode ser representada pelos seguintes componentes: gestão dos conhecimentos organizacionais, gestão de competência, gestão de talentos, busca por melhores práticas, desenvolvimento de pessoas e aprendizagem organizacional.

Montar um plano de gestão de conhecimento envolve os seguintes passos:

1 – Diagnosticar: avaliar a maturidade da organização em relação a gestão de conhecimento;

2 – Planejar: definir visão, objetivos e estratégias para a gestão de conhecimento. Identificar e priorizar os projetos, definir estrutura de governança e práticas de gestão do conhecimento;

3 – Desenvolver: escolher e implementar um projeto piloto, avaliar resultados do projeto e utilizar lições aprendidas para implementar em toda a organização;

4 – Implantar: discutir fatores críticos de sucesso na implementação da gestão do conhecimento, definir meios para manter os resultados obtidos e desenvolver plano de comunicação.

FORTALECIMENTO DA GOVERNANÇA INSTITUCIONAL

A Governança do TJDFT prevê e recomenda as seguintes boas práticas:

  • Buscar a racionalização dos recursos institucionais e a eficiência do gasto público, com o foco na transparência e na prestação de contas;
  • Alinhar os processos de trabalho e a estrutura organizacional à estratégia da instituição;
  • Alinhar o planejamento, a gestão e a execução orçamentária ao planejamento estratégico;
  • Implementar modelo de governança em gestão de pessoas e promover políticas de comprometimento e desenvolvimento dos servidores com foco em resultados;
  • Assegurar mecanismos de governança que favoreçam a integração, inovação dos processos e gestão de riscos;
  • Modernizar a infraestrutura e soluções de Tecnologia da Informação alinhado às boas práticas de governança;
  • Aprimorar e consolidar a implementação do Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicações;
  • Otimizar a gestão da estrutura física das unidades e o uso de recursos materiais e patrimoniais.