Ao se analisar o histórico do processo de tomada de decisão é possível observar que ele era, muitas vezes, associado às ciências exatas – ou seja, todos os processos de escolha seriam conscientemente deliberados e buscariam o máximo de satisfação e resultado possíveis – em que se leva em conta que as escolhas são feitas apenas de forma racional. Porém ao se aplicar pesquisas psicológicas e neurocientíficas sobre o assunto, tais premissas foram questionadas.
Atualmente há noção de que a tomada de decisão inclui aspectos motivacionais e demanda conhecimento explícito e implícito. Você é capaz de distinguir quais os riscos e benefícios uma determinada escolha pode lhe trazer. No entanto, há um aspecto implícito associados às suas escolhas. Segundo Damásio (1996) quando estamos expostos a uma situação de tomada de decisão sob risco ou ambiguidade nosso corpo gera sinais que são processados pelos circuitos emocionais do cérebro, o córtex pré-frontal, para ajudar na sua escolha.