
UNIDADE III
O QUE APRENDER?
É comum termos dificuldades em definir objetivamente o que precisamos aprender.
Nessa unidade, apresentaremos alguns insumos que podem nortear essa decisão, bem como algumas estratégias para fazê-lo.
O QUE APRENDER?
Uma vez que reconhecemos a necessidade e capacidade de aprender ao longo de toda vida, chega o momento de definir o que precisamos e o que queremos aprender. Como visto anteriormente, uma das premissas para se aprender algo novo é reconhecer que não sabemos algo. Uma vez adquirida essa consciência, fica mais fácil definir os caminhos a serem seguidos, seja por motivações pessoais, sejam profissionais.
No que tange às motivações pessoais, poderíamos falar de hobbies, de demandas que temos em casa, como pregar quadros, redecorar a sala (quem sabe até inspirados por programas como Irmãos à obra, Ame-a ou Deixe-a), ou mesmo aprender alguma disciplina para ajudar os filhos na escola.
Em termos profissionais, podemos usar como referência, além do cenário em que nos encontramos e as novas demandas que estão sendo impostas, a matriz de competências mapeadas pelo SERH, o resultado da avaliação de desempenho realizada institucionalmente no TJDFT, os feedbacks que recebemos de colegas e clientes (internos e externos) e, por último, mas não menos importante, autoavaliações críticas e sinceras sobre nossos próprios comportamentos.
Logo a seguir, falaremos sobre como desenvolver um plano para atingir esses objetivos. Por ora, vamos nos concentrar em como aproveitar esses insumos para perceber as competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) que precisamos desenvolver.

INFORMAÇÃO X CONHECIMENTO
Segundo artigo da Revista Science, 97% de toda informação do mundo está digitalizada e 80% dessa informação está na internet. A chamada era do Conhecimento transborda conteúdos; afinal, com tantas ferramentas de registro (computadores, vídeos, fotos) há poucas coisas que não podem ser representadas.
Ocorre que ter informações é diferente de ter conhecimento. Podemos dizer que tudo está no Google, mas nem toda informação vira atitude, técnica ou habilidade.
Por exemplo, é possível encontrar inúmeros vídeos e aplicativos de exercícios, mas nem todo mundo os faz; diversas receitas fit estão disponíveis, mas nem todo mundo emagrece; todas as partituras de piano estão na internet, mas são necessários muitos anos para tocar o instrumento com excelência.
Então, para realmente conhecer algo, é preciso dedicar-se, esforçar-se, praticar. Não é sobre passar seis horas na academia, mas ir várias vezes, com constância e frequência, até se tornar um hábito. Em algum momento o estudo se torna um hábito, assim como a academia e o piano. E quando se torna um hábito, deixa de ser um esforço.
CURADORIA
De acordo com artigo da revista Forbes, um problema proveniente do excesso de informação é a “paralisia da análise” – nos tornamos tão obcecados em coletar mais informações que deixamos de agir sobre ela. Outra controvérsia é que o fácil acesso aos dados nos torna intelectualmente preguiçosos, resultando numa dinâmica em que processamento rápido substitui o pensamento. Nos dois casos, o excesso de informações interfere em nossa capacidade de fazer julgamentos inteligentes e oportunos.
Acesse o conteúdo ao lado e entenda mais sobre a diferença entre informação e conhecimento e como podemos fazer a melhor combinação dos dois.
Leia o artigo completo aqui (inglês).
Agora que você entendeu que é necessário ser crítico em relação à informação que recebe, bem como à sua origem, e que o fato de termos tantas informações disponíveis, não significa que devemos nos tornar passivos, chegou o momento de tornar esse tema um pouco mais prático e definir um plano de ação para adquirir uma nova habilidade.
Para começar, precisamos definir o interesse/ objetivo que irá direcionar nossa aprendizagem. Abaixo vão alguns exemplos:
- um hobby, como fotografia ou tocar um instrumento;
- a afinidade com algum tema, como aprender outra língua;
- uma nova ferramenta que precisa ser utilizada (em tempos de Covid-19, poderíamos citar, no trabalho, as ferramentas de videoconferência; em casa, os robôs de limpeza)
- um processo de trabalho que precisa ser melhorado e/ou adaptado (na Escola, por exemplo, a adaptação das ações educacionais presenciais para serem realizadas a distância).
Independente do interesse, quando falamos em aprendizagem de adultos, o resultado da aprendizagem ou, em outra perspectiva, a solução de um problema, é o que motiva o investimento de tempo e de esforço na aquisição de uma nova habilidade. E assim como em outros projetos da vida, para que ela se realize, um planejamento é sempre bem-vindo.
Ao estabelecer um plano de aprendizagem, alguns pontos são cruciais:
- Objetivo ou o que se deseja aprender;
- Resultado esperado;
- Recursos necessários;
- Fontes de informação;
- Tempo.
Veja os exemplos a seguir:


Pronto! Aí está um plano de aprendizagem. Você pode reproduzi-lo para qualquer coisa que deseja aprender.
ALGUMAS REFERÊNCIAS
Nos planos de ação apresentados logo acima, mostramos alguns exemplos de fontes para buscas de informações sobre as habilidades específicas em cada caso. Felizmente, hoje existem inúmeros portais que disponibilizam conteúdos de alta qualidade, que podem e devem ser aproveitados. A seguir, listamos alguns disponibilizados pelo próprio Tribunal e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), bem como outros canais que são referência no que diz respeito a educação a distância. Seja curioso, explore-os e descubra quantas coisas interessantes ainda podem ser aprendidas.
A Unidade III está acabando e, com ela, mais uma oportunidade de fixar os conteúdos apresentados até aqui.
Acesse o Ambiente Virtual de Aprendizagem e realize as atividades.
Até a próxima unidade!
